Pankararu – PE

Histórico dos Pankararu

Os Pankararu estão localizados numa terra homologada, entre os atuais municípios de Petrolândia, Jatobá e Tacaratu, no sertão pernambucano, próximo as margens do Rio São Francisco.

 Apresenta-se numa forma de um quadrado perfeito e corresponde à memória que os Pankararu mantêm da doação imperial de uma sesmaria à missão religiosa que aldeiou seus antepassados durante os séculos XVIII e XIX.

Desde os primeiros registros do Serviço de Proteção ao Índio (SPI), na década de 1930, as terras reivindicadas pelos Pankararu correspondem a “uma légua em quadra”, delimitada em 14.290 hectares.

Quando da primeira intervenção local do órgão indigenista, em 1940, no entanto, os limites da terra reivindicada não foram respeitados.

No trabalho de demarcação, o funcionário responsável reduziu aquele quadrado em meia légua nos seus eixos leste e norte, transformando 14.290 hectares em 8.100 hectares oficialmente reconhecidos.

 Somente em 1999, a área restante à extensão homologada foi submetida a um novo processo de identificação sob o nome de Terra Indígena Entre Serras e em 2007 foi homologada.

Eles Sempre viveram entre as serras: da Fonte Grande, Serra da Pedra D’água e Cachoeira de Itaparica a margem do Rio São Francisco.

A Cachoeira do São Francisco ainda é considerada um lugar onde muito importante, pois era lá que praticavam os seus rituais religiosos mais sagrados.  Além de ser essencial para a pesca, a caça e o plantio e cultivo dos seus principais alimentos.

Depois da construção da Represa da Usina de Itaparica os Pankararu tiveram de migrar para Canabrava; hoje é conhecida como a cidade de Tacararatu. Foi em Canabrada que aconteceu o primeiro encontro com os Jesuítas, que se assustaram e fugiram em direção a Geripancó. Introduziram a língua portuguesa, forçando os nativos aprenderem a língua deles e a esquecerem muitas das suas palavras de origem.

Hoje o povo Pankararu é formado por quatorze aldeias, com uma população estimada de mais 6.000 indíos.

 Ter um contato direto com a natureza, respeitar a mãe terra e lutar sempre por dias melhores, dando continuidade e afirmando as práticas e costumes tradicionais deixadas pelos seus anciões, que devem ser respeitadas pelos presentes, os ausentes e pelas futuras gerações do povo indígena Pankararu.